22 de fevereiro de 2006

Vácuo

Olha para os lados, cima, baixo, cantos... nada, nada, nada, nada!
Tudo branco e tão escuro como se fossem claros os dias em que o nada é nada e tudo também é nada. A vida já não seria mais nada, como se fosse novidade.
Sem sombra, luz, cor, brilho ou contraste. Sem vento, sentido, barulho...
Coração que pulsa nada e leva nada ao nada, À lugar nenhum.
Olha para os lados, cima, baixo, cantos... e nunca há nada!
E o que lhe invade não é nada, o que persegue não é nada, o que acontece é nada, porque nada e nada.... Por que nada e nada? Por quê?!?!
Lágrimas de nada quem caem de olhos nenhum.
Nem vento, nem sombra, nem ar, nem fresca ou molhada... apenas nada.
E se nos lados, cima, baixo, cantos não há nada, nunca háabsolutamente nada, então que no nada eu seja apenas nada para não contrastar com o resto do nada, que é tudo.

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